Poesia · Um Ponto de Convergência

Rodrigo Cristalino (Meu-mês-de-poesia)

Embalado pelo caos

Na cidade sinto-me um meio poeta

Há momentos que a metrópole não me toca talvez a poesia adormeça em praças públicas

E tenha por mãe as gigantes árvores

Ocultas entre os arranhacéus

O ser que dela vive precisa deitar

Sobre o asfalto, desviar o caminho

Perder-se no voo de uma borboleta

E no canto dos pássaros diários

Pausar a cada ato automático

Olhar o céu com olhos de criança

Brincar de agramaticar

Ouvir o batuque silencioso da criação

Pulsando ao sereno encanto de uma

Semente a germinar um novo poeta…

Esse condenado deve ir ao mar

Deixar que as águas hidratem o seu

Senso comum e incomum

Onde há poetizadores não existem portões, fronteiras ou métodos

Mas haverá sangue, tirania

Afinal esses seres alados são raros

E perseguidos

Um poema é como uma confissão anunciada por um desenho infantil

Deverá ser analisado?

Melhor que seja comido e mastigado

Afagado e conhecido, sambado na ginga

Malandra do morro que nasce no alto

Para sempre olhar a vida inteiramente.

(Rodrigo Silva Cristalino)

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