A Arte de Contar Histórias · Sem categoria

O Voo

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Era uma vez três amigos: A Pena, o Passarinho e o Balão.

Um belo dia os três avistaram um belo arco-íris e queriam muito ver lá do alto.

A pena foi a primeira a tentar. Como ela era muito leve, deu um pulinho e logo a brisa que passava a fez levantar voo, mas logo a brisa passou e a peninha foi caindo lentamente até tocar novamente o chão.

Então, foi a vez do passarinho que olhava a Peninha com deboche, sentido pena dela. Ele com suas asas não precisava de brisa nem ventania e começou a bater as asinhas em direção ao céu, mas ele era um passarinho pequeno, com asas pequenas e não conseguiu subir muito alto. Cansado de bater as asas ele começou a planar até tocar novamente o chão.

O Balão, observando tudo aquilo com desdém, quis mostrar suas habilidades. Acendeu o seu fogaréu e logo começou a subir. a Pena e o Passarinho ficaram observando chateados enquanto o balão começava a sair do chão.

“Venham comigo, o que estão esperando?”

Os dois se entreolharam e sorriram. A pena subiu nas costas do passarinho e voaram baixinho até o balão, que não era tão grande, mas tinha espaço para os dois.

Eles subiram, subiram, subiram tão alto que dava pra ver o arco-íris de ponta a ponta. Os três ficaram maravilhados com aquela visão. Encantados com a beleza daquele arco-íris imenso.

Estavam tão distraídos que nem perceberam quando o balão começou a descer lentamente. “Gente, temos um problema!” disse o Balão. O seu combustível estava acabando, o fogo que fazia o Balão voar foi diminuindo enquanto a velocidade com que desciam ia aumentando.

Aconteceu então que o combustível se esgotou completamente, mas eles ainda estavam há uns dez metros do chão e a queda ia ser bem feia. Quando o Balão viu que o fogo se apagou, ele fechou os olhos esperando pelo pior. Mas o pior não chegou, porque alguma coisa estava mantendo o Balão no ar.

Ele olhou pra cima e lá estava o passarinho, com muito esforço segurando algumas cordas do Balão e batendo fortemente suas asas, fazendo com que descessem mais devagar.
Ainda faltavam uns cinco metros quando o pequeno passarinho não aguentava mais. Ele havia conseguido diminuir a velocidade, mas eles ainda caminhavam lentamente para o chão. De tão cansado que estava, desistiu.

Porém a leve Pena estava com eles e fez com que planassem por esses poucos metros, chegando em segurança no solo. Os três se olharam e aliviados se abraçaram em um silencioso agradecimento.

Abraços Alados

Por Tina Chaves, apenas mais um ponto de convergência.

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2 comentários em “O Voo

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